quinta-feira, 30 de abril de 2009

do início .

hoje as mãos se movimentam de forma independente . elas procuram por feridas, por locais de contato . em vão . primeiro, calmamente, elas só querem descobrir onde foi o tropeço . averiguando todo o caminho, ele de repente se põe inacessível, desapontando . não há como resgatar a lembrança daquilo que foi feito . só deixe por alguma rua escura e vazia esse sentimento de que algo se perdeu . e cruze os dedos, com muita força pra ficarem brancos, pra que ninguém encontre aquela rua, que esconde o que foi, o que não volta, mas insiste em incomodar . se pelo menos fosse só incômodo .. se isso não fosse só uma desculpa pra parar de insistir que foi feito porque se quis . que foi feito da maneira mais profana . foi uma questão de querência, como ela diria . mas uma querência forte, de olhar pra tudo isso e ter um sentimento fortíssimo . sentimento de que aquele é o pior caminho de todos, por mais que não se possa imaginar todos, mas é o caminho que se quer tomar . é o caminho que por mais que seja uma rua escura e vazia, reflete toda a solidão que paira por dentro . é então que acontece o retorno .

2 comentários:

Iah disse...

sempre perfeita . ♥

Cadim disse...

Confesso que te todos, foi o que eu tive que ler mais vezes para "tentar" compreender o sentimento que traz...
confesso que não sei se estou certo sobre o que me faz pensar esse seu texto... mas pra variar gosto do que escreve...rsrs
qdo vc voltar, vc me explica sobre ele ta?!
enquanto isso vou relendo, até tentar descobrir de fato o que ele diz...rsrsr
bjinho