sábado, 28 de março de 2009
com as mãos estendidas .
basicamente estou sentada . ou escorada . já não consigo definir onde começa meus braços ou termina meu nariz . só sinto aquelas coisas insignificantes descendo na face . parecem brincar dessa maneira . parecem rir e debochar, mas então elas caem e se desfacelam em mil pedaços, como eu . então eu pareço rir e debochar . usando todas as minhas vontades, tento me ignorar . tento fingir que não é comigo essa garota sentada, arranhando os braços . ou ela está escorada ?! tem os olhos vidrados, tem a cabeça pendendo, quase em transe . olha pra parede escura e parece penetrar ali dentro com os próprios olhos . e volto a ser o que era . volto a sentir aquilo que entra, não pede licença . sorrio, acaricio meus cabelos . eu queria me consolar como foi ontem . dizer que tudo isso é natural, que vai acontecer uma hora ou outra, as pessoas correndo ou não . mas eu corri, só que pro lado contrário . coloquei um pé depois do outro com uma velocidade incrível, em direção àquilo, e bati a cara com tanta força, que não sei como ainda posso sentir essas coisinhas insgnificantes descendo .. esse ardor passeando com os dedos no meu corpo . entropecendo, passeia nas minhas veias o sentimento mais inebriante, mais estarrecedor . e eu sorrio, pra passar o medo .
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Um comentário:
sem noção a profundeza desse seu texto...
só depois de uma pergunta que me fez, que vim reler, e vi qto profundo e triste que ele é...
qdo puder, quero falar mais contigo sobre ele..
bjos
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