Ontem saí pro meio da rua . enquanto andava e fantasiava, tropecei e quase caí . o vendedor de churros me olhou e eu quase perguntei se tinham churros natalinos . essa época do ano é tão comestível !
Me peguei pela mão - a minha mesmo - e me levei de volta . bati na porta, entrei, bati a porta . 'acha que deve fazer absolutamente tudo pelo seu próprio desejo ?' na verdade eu acho . pra ser franca, eu confio em mim pra escolher meus livros, porque não pra escolher meu rumo, e se eu vou dormir ou ficar com sono ? eu prefiro ficar com sono, e isso não compete a ninguém . ao invés de dizer que vai tudo dar errado, deixa dar . deixa o meu armário bagunçado, os meus papéis amassados . vai pegar poeira .
prefiro a madrugada . vou ser sempre assim . e não espere que eu seja sempre fria, uma hora eu vou querer sorrir .
espera só aquele acorde, e pararei sua mão no meio do ato . pra ecoar o que foi mal terminado . estou indo agora, nem sei se aquele dia vou voltar . nada volta e nada termina, porque eu ? vou sujar meus pés, mais, vou me sujar até a altura dos joelhos .
não tem nada aqui pra limpar, não tem nada o que esclarecer, nada o que conversar . o silêncio está amarrado com um enorme laço vermelho . toma .
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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